A decisão que remodelou meu futuro

Onde você estava há exatamente um ano, o que você estava fazendo? Como estava a sua vida, em geral, e como você estava se sentindo? E vendo onde você está agora, quão longe você avançou?

Há um ano atrás, exatamente em agosto de 2015, eu estava morando em Londres e trabalhando em um emprego péssimo. Era péssimo porque era um ambiente tóxico, o tipo de lugar onde não apenas você não sente que está progredindo – na sua carreira e como ser humano – como também você sente que está emburrecendo a cada dia, ou que está a ponto de começar a emburrecer, se continuar frequentando esse ambiente. Além do mais, não era nem sequer um trabalho “na minha área”, o que já acrescenta pessimidade 1 à situação, mesmo se o ambiente fosse legal. Por quê a gente continua, então? “Por causa do dinheiro”? A verdade é que o pagamento não era nada de especial. Então nem mesmo dinheiro era uma desculpa plausível para continuar.

Falando em ambientes tóxicos, a área amorosa da minha vida não estava exatamente “pelo menos me dando um motivo para ser feliz”. Não. Há um ano atrás, exatamente em agosto de 2015, eu descobri que meu namorado/melhor amigo era um psicopata. Clinicamente. Eu vou deixar a resposta para a invariável pergunta “nossa, o que ele fez?” para um post diferente (mas se você quiser saber mais sobre psicopatas da vida real e talvez até obter ajuda em como lidar com um/a, ou perceber que está sofrendo abuso psicológico, eu recomendo o site salva-vida psychopathfree.com, ou a tradução de alguns artigos ao português livredepsicopatas.wordpress.com).

Eu não tinha meu espaço para respirar em casa, já que a menina que morava comigo estava viajando aquele mês, e decidiu tratar o quarto dela como um Air B&B, e convidou toda uma família aleatória para se acomodar em casa 2, por um período que inicialmente seriam “2 fins de semana” e acabaram sendo 2 semanas inteiras. Uma família inteira, com seus laços, seus papos íntimos na sala, e seu ritmo de férias. No momento em que eu mais precisava do meu canto, eu era um elemento estranho na minha própria casa.

Eu estava aguentando isso porque era parte de um plano (menos o relacionamento, que foi algo que simplesmente aconteceu comigo) que eu tracei para ter um 2016 completamente diferente, e sobretudo, sacudir o pó da minha vida.

Esse era o plano: eu precisava estar nesse emprego 3, em Londres, por um ano, para economizar dinheiro e ir fazer mochilão pelo mundo, um sonho antigo. Eu também queria redesenhar, retomar e reforçar a parte artística da minha carreira, adicionar um pouco de empreendedorismo na mistura… ah, e claro, aprender a tocar violão – e piano (instrumentos que eu já tinha e que passaram anos LITERALMENTE no armário).

Agora, um ano depois:
– Eu atualmente mochilei por 6 países em 5 meses;
– Estou trabalhando em um projeto artístico super empolgante em um 7o. país, a Austrália, que sempre foi um destino-dos-sonhos;
– E quem diria, eu toquei violão na frente de um público, duas vezes! Uma vez nas ruas da Malásia, e outra em uma noite de música organizada por músicos da Indonésia (se eu arrasei? Claro que não, fazia menos de um ano que eu tinha começado do zero a aprender e praticar. Mas eu fui lá e fiz, MUITO ANTES do que eu sonhei que teria a oportunidade de fazer, e essa é a mágica de trabalhar por um objetivo que realmente te apaixona. E é esse pular para a escuridão da Zona do Desafio, aquela que fica para além da fronteira da Zona de Conforto, o que faz com que nos desenvolvamos mais rápido na nossa potencialidade total, qualquer que seja).

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– Além disso, a viagem acabaram se transformando em uma jornada mais que nada, onde não apenas eu vivi experiências incríveis, como também aprendi novas habilidades no caminho (DIRIGIR MOTO DE LONGE A MINHA PREFERIDA!).

E como durante essas viagens muita gente veio me perguntar todo o tipo de dúvida, desde “como funciona, pedir demissão e ir viajar?”, “quanto dinheiro precisa juntar?”, até “é seguro para uma mulher viajar sozinha ?”, ou “ou qual o melhor hostel barato em Bangkok?”, “que tipo de sapato levar para fazer mochilão por meses?”, eu vou compartilhar com você as minhas melhores – e por melhores eu me refiro às mais práticas e mais úteis – experiências. E claro, os momentos “hilários”, “hilário-agora-mas-na-hora-foi-terrível” e histórias não-tão-glamurosas, afinal de contas, é tudo parte da jornada, e uma vida sem reclamações ou observações ácidas não existe, não importa em que lugar do mundo a gente esteja.

Então divirta-se, e fique à vontade para perguntar qualquer coisa, contar a sua história, ou apenas dar um oi. E se algo neste blog te inspirar a sacodir a poeira, ir à luta e correr atrás dos seus sonhos, quaisquer que sejam, sinta-se à vontade para entrar em contato e contar conosco. Afinal, você é Livre Para Existir!

 

* Eu não sou a guru dourada da realização de sonhos. Eu também estou nessa jornada, com um monte de sonhos e objetivos próprios, e fazendo progresso na superação dos problemas e maus hábitos que durante anos têm me impedindo de faze-los acontecer. Eu ainda tenho um longo caminho a percorrer. Estou compartilhando meus pensamentos sobre o processo porque este ano, o que estou aqui marcando como uma conquista grande e concreta é finalmente o começo de algo de que me orgulho, algo que eu planejei e trabalhei duro para conseguir, e este trabalho tem produzindo bons resultados.

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