Você sonha grande? | Para quê serve o coaching, e exemplo de sessão de coaching

Eu sei que você sonha alto. Eu sei que você imagina que a sua vida poderia ser muito mais ideal do que o jeito como as coisas estão agora. Todo mundo imagina isso de vez em quando. Mas talvez você sempre tenha tido a certeza de que sonhos são coisa exclusiva de contos de fadas, que o sucesso depende basicamente de “ter nascido com a bunda virada para a lua”, e que as pessoas que têm a vida incrível que você sempre sonhou são simplesmente sortudas, ou nasceram com todas as condições necessárias, ou que pelo motivo que seja, ela são de alguma forma diferentes de você.

Talvez você também ache que as pessoas ao seu redor que fazem sucesso são só umas posers que passam o dia manipulando a própria imagem nas redes sociais. Claro que essas pessoas também existem, mas eu e você sabemos muito bem que gente de sucesso de verdade, gente que lutou e conseguiu chegar longe, existe: o pessoal que viaja o mundo enquanto toca um negócio online, gente que sobe na empresa, gente convidada a dar TED Talks, gente que tem relacionamentos lindos e saudáveis, gente que é ocupadíssima e trabalha duro e ainda assim está sempre em forma e come de forma saudável, gente que acabou o doutorado e tem carreiras acadêmicas de sucesso, com artigos publicados constantemente em meios reconhecidos, estrelas do YouTube ou do Instagram, gente que sabe o que quer da vida e trabalha com o que gosta, pessoas que moram no país dos sonhos delas, aquela galera tão produtiva no gerenciamento de tempo que parece que o dia dela tem mais que 24 horas, e várias outras. Qualquer que seja a sua definição de sucesso, tem alguém por aí vivendo o seu sonho.

Now, I have to confess. There was a time in my life when year after year, I would find myself in the same spot. I did have very strong dreams, and next thing I knew, a month, 6 months, a year had passed, and I had made no progress whatsoever. I woke up one day in deep shit crisis thinking “what have I done with my life?”, “where have the last 5 years gone?”. And then I had a deep understanding of that cliché phrase, “Madness is doing always the same things and expecting different results”.

The steps to build a business, to save money, to manage time, to learn piano or another language, are all set and known, and accessible in a huge variety of books, online resources and popular advice. But somehow, even having all this information available to us, we manage not to get through with our goal. If it’s so simple, why is it that some people succeed, but somehow you don’t?

If you could know why, if you could act upon it… what would you do? What price could you put in having this information, and the help to overcome the barriers that you have now identified?

Enters COACHING.

Life Coaching, Empowerment Coaching, Transformation Coaching, there are more and more professionals specializing in coaching people, and with the diversity of niches, approaches and appeals, came are a lot of misconceptions about what coaching is:

(1) “It’s meditation and holistic bullshit”

(2) “It’s a pyramid-schemey scam that you get lured into with promises of getting rich, by a skilled motivational speaker who only wants your money”

(3) “It’s only for people who don’t know what do do in life or are a bit lost in general”

(4) “If you’re smart and disciplined enough, you don’t need coaching”

And the truth is:

(1) Maybe meditation is not your thing, and it doesn’t have to be, and maybe you’ve heard of a coach that uses it, but just like there are so many different styles of cooking, music, fashion, education, humor and whatnot, there are different styles of coaching.

(2) As with everything else in life, if the only effort that is asked of you is that you part with your hard earned cash and watch the magic happen, then you may be up for a scam. There are scams in every area of life, from renting an apartment to purchasing bogus weight loss products, and there are honest, competent professionals who actually base their business model in effectively providing a good service and having satisfied customers return and recommend them. Legit coaches work under the premise that you’ll be willing to work hard and push yourself to achieve your goals. There can’t possibly be a scam is working hard to achieve the goals you set for yourself.

3) All the opposite. Although personal development and finding a purpose can be a goal, many coachable goals are absolutely concrete and measurable.

(4) If that was true, why would so many CEOs, successful celebrities and heads of state have coaches? Would you say Richard Branson, just of the top of my head, is not smart or disciplined enough?

Coaching is proven to be a powerful tool to take an individual from point A, where they are, to point B, where they want to get, with regard to many aspects of their professional or personal life.

The term “coach” originated in sports, referring to the professional who helps the athlete – even elite athletes, so there you go – to improve their performance, step by step, through performance goals, aiming at reaching a concrete end goal.

O coaching é uma ferramenta poderosa para levar uma pessoa do ponto A, onde ela se encontra, ao ponto B, onde ela quer chegar, em relação a diversos aspectos de sua vida pessoal ou profissional.

Conta com o trabalho de um coach. O termo “coach”, em inglês, tem origem nos esportes, e no Brasil é traduzido como “treinador”, mas refere-se ao profissional que ajuda o atleta (no caso dos esportes) a melhorar seu desempenho com base na identificação de possíveis falhas, ou pontos a melhorar, tendo em vista um objetivo concreto a alcançar.

Um dos exemplos mais notórios de objetivos estabelecidos com sucesso, ainda no campo dos esportes, é o do nadador americano John Nabor, que em 1972 decidiu que levaria o ouro nas olimpíadas de 1976. Ele estava 5 segundos atrás do necessário para ganhar as Olimpíadas, uma quantidade enorme para ser batida em tão pouco tempo, apenas 4 anos. Ele decidiu fazer do impossível algo possível, dividindo seu déficit de 5 segundos pelo número de horas que ele conseguia treinar em 4 anos, e chegando ao resultado de que teria que melhorar sua velocidade em 1/5 de piscar de olho em cada hora treinada, e sentiu que isso seria possível se trabalhasse duro e de forma inteligente. Em 1976 ele já tinha melhorado tanto que ele levou o ouro tanto nos 100 metros como nos 200 metros costas, a primeira das medalhas estabelecendo um novo record mundial e a segunda um novo record olímpico.

Nabor estava motivado pelo seu objetivo final, que ele sustentou com um objetivo de desempenho, e um processo sistemático.

E isso pode ser aplicado (e conseguido!) em diferentes áreas pessoais e profissionais. O coach de desempenho profissional e pessoal trabalha ao lado da pessoa da mesma forma que o coach de desempenho esportivo trabalha ao lado do atleta.

Mas qual é a diferença entre um objetivo final e um objetivo de desempenho?

Um objetivo final é, como o nome sugere, a imagem ideal do ponto B: fazer um mochilão pelo mundo, virar nômade digital, virar diretor de vendas, ser ator de cinema, conseguir o cliente X, ganhar o ouro nas olimpíadas. É algo que raramente está sob nosso controle absoluto. Você não consegue saber ou controlar o que a sua concorrência vai fazer.

Um objetivo de desempenho identifica o nível de desempenho que você acredita que vai te dar muito boas chances de alcançar seu objetivo final. Está amplamente sob o seu controle e geralmente fornece um parâmetro para medir seu progresso. Exemplos de objetivos de performance podem ser: juntar tanto dinheiro até o dia tal do mês tal, conseguir 3 clientes para meu negócio online até o dia tal, vender 100 aparelhos no mês que vem, mandar n CVs esta semana, que 95% da produção passe no teste de qualidade de primeira, correr uma milha em 4 minutos e 10 segundos até o final de setembro.

É importante salientar que é muito mais fácil se comprometer com e assumir a responsabilidade por um objetivo de performance, que está dentro do seu controle, do que com um objetivo final, que não está. Um objetivo final deve estar sustentado por um objetivo de performance. O objetivo final fornece a inspiração, mas o objetivo final é o que define a especificidade.

Aí vai um exemplo de como uma sessão de coaching bem aproveitada flui.

Vamos pegar como exemplo um personagem fictício, João, gerente de contas senior em uma agência de publicidade. Quando ele era mais jovem, teve uma ascensão meteórica aos postos mais altos da empresa, e esse crescimento profissional deu uma desacelerada nos últimos 2 anos, coincidindo com a chegada da meia-idade e o aumento do consumo de comida e álcool, resultando na expansão da cintura dele. Recentemente ele tentou maneirar e começou a exercitar, mas ele foi atormentado pelo tédio, derrota, desculpas, culpa e falta de comprometimento. Ele chamou um coach, Paulo, para ajudá-lo.

PAULO: Legal, João, o que é que você quer levar dessa nossa hora de sessão?

JOÃO: Algum tipo de plano para estar mais em forma.

PAULO: Para o resto da vida ou o quê?

JOÃO: Não, isso ia ser pedir muito, e talvez o plano mude depois que eu já estiver avançando. Um programa mais realista para 3 meses já seria ótimo.

PAULO: Vamos pensar a longo prazo por um momento. Qual é o propósito de estar mais em forma, para você?

JOÃO: Eu me sinto largado, sabe? Desleixado. E o meu trabalho está sendo prejudicado com isso. Eu quero me sentir bem outra vez.

PAULO: Legal. Quão em forma você quer estar, e pra quando?

JOÃO: Eu queria perder uns 7 quilos mais ou menos, e dentro de alguns meses ser capaz não só de correr escadaria acima, e atrás do ônibus sem perder o fôlego, mas também ter prazer em correr.

PAULO: A que peso exatamente você quer chegar, e para que dia?

JOÃO: Eu quero estar pesando 95kg no verão. Isso dá mais ou menos os 7kg que eu quero perder.

PAULO: Que dia exatamente?

JOÃO: 20 de janeiro.

PAULO: Hoje é dia 19 de junho, ou seja, você tem 7 meses.

JOÃO: Hm, isso é um quilo por mês, talvez seja até mais rápido no começo.

PAULO: Quanto você quer perder até  o dia 1 de outubro?

JOÃO: 4.5kg.

PAULO: Você pode alcançar isso simplesmente não comendo, e mesmo assim não estaria mais em forma. Como a gente pode medir o estar em forma?

JOÃO: Eu vou ser capaz de correr 32km por semana a partir do começo de janeiro.

PAULO: Em alguma velocidade em particular?

JOÃO: Não, eu já vou estar feliz de conseguir correr, e eu vou saber se eu estou fazendo isso satisfatoriamente.

PAULO: Eu não me importo com a velocidade, João, só tenha uma velocidade-alvo para você mesmo. Qual vai ser?

JOÃO: Tá, um quilômetro em 5 minutos e meio.

PAULO: Beleza, esses são seus objetivos, agora vamos ver como estão as coisas. Quanto você está pesando?

JOÃO: Uns 102kg, com roupa.

PAULO: Qual foi a última vez que você se pesou?

JOÃO: Lá pela semana passada.

PAULO: Tem uma balança no banheiro, vai lá se pesar agora.

JOÃO: [voltando do banheiro] Cara! Eu to pesando 106!

PAULO: Você come em excesso?

JOÃO: É, eu sou bem chocólatra, e eu confesso que gosto de comida gordurosa.

PAULO: Você tem comido demais ultimamente?

JOÃO: Mais que o normal. Parece que eu como mais quando eu estou tenso, ou preocupado.

PAULO: Quais são as suas preocupações agora?

JOÃO: Minha saúde, crise da meia-idade, e eu estou um pouco inseguro a respeito do meu trabalho, agora.

PAULO: O que é que mais te incomoda?

JOÃO: Acho que a minha saúde, porque eu tenho certeza de que se eu tomar jeito em relação a isso, meu estado de espírito, e em consequência o meu trabalho, vão melhorar.

PAULO: Bacana, vamos focar na saúde hoje, mas em outra sessão a gente pode ver especificamente a questão do seu estado de espírito ou do seu trabalho. O que é que você está comendo demais?

JOÃO: Salgadinho e sobremesas.

PAULO: Em todas as refeições?

JOÃO: Na maior parte dos dias as duas coisas, pelo menos uma vez por dia.

PAULO: Em casa ou quando você sai? No almoço ou na janta?

JOÃO: Na hora do jantar, em casa, e quando a gente sai para comer fora, que é pelo menos 2 vezes por semana.

PAULO: Com amigos ou com a sua mulher?

JOÃO: Principalmente com a minha mulher.

PAULO: Ela gosta de comer muito também?

JOÃO: Na verdade não, mas ela sabe que eu gosto, então ela acaba embarcando.

PAULO: Então você gosta de doces e de salgadinhos, come mais quando está preocupado, e isso é geralmente à noite e com a família. E a bebida?

JOÃO: Às vezes eu tomo uma cerveja no almoço, e geralmente uma garrafa de vinho barato à noite.

PAULO: Exatmente quantas cervejas você tomou nos últimos 7 dias?

JOÃO: Deixa eu ver… umas 12.

PAULO: E na semana anterior?

JOÃO: Mais ou menos o mesmo.

PAULO: Vamos ver como anda o exercício.

JOÃO: Bom, pelo menos eu comecei a correr.

PAULO: Com que frequência você corre, e por quanto tempo?

JOÃO: Uns 15 minutos, umas duas vezes por semana.

PAULO: Quando você correu, nessa semana?

JOÃO: Eu não corri, eu estava bem pra baixo.

PAULO: E na semana passada?

JOÃO: Domingo de manhã, foi só essa vez mesmo. Eu ia correr mais, mas ainda estava com dor na panturrilha.

PAULO: Esse desconforto ao correr te desanima?

JOÃO: Totalmente. Dói o calcanhar, a panturrilha, a coxa, eu fico sem respiração, eu odeio.

PAULO: Que outro tipo de exercício você faz? Correr, pedalar, mesmo usar a escada em vez do elevador?

JOÃO: Nenhum, mas às vezes eu faço sauna.

PAULO: Quando você considera que a sauna ajuda?

JOÃO: Ajuda a me sentir menos culpado, e não é tão extenuante.

PAULO: Vamos lá, então. Quais são todas as coisas que você, João, pode fazer para ficar mais em forma e mais saudável?

JOÃO: Eu poderia correr com mais frequência, ou por mais tempo, ou mais rápido.

PAULO: O que mais?

JOÃO: Eu poderia maneirar na comida e no álcool.

PAULO: E o que mais?

JOÃO: Eu poderia parar de comer porcaria.

PAULO: Que outras formas de exercício você poderia fazer?

JOÃO: Bom, eu acho que eu poderia fazer academia.

PAULO: Algo mais?

JOÃO: Eu poderia fazer natação, ou tênis, que eu penso em fazer faz tempo, ou golfe.

PAULO: O que mais você poderia fazer que não precise de nenhum tipo de investimento, equipamento, se deslocar até uma academia, algo simplesmente dentro da sua vida normal?

JOÃO: Eu não consigo pensar em mais nada. Pedalar por exemplo eu não posso, porque eu não tenho bicicleta, e eu não vou comprar uma só para isso.

PAULO: E se você tivesse uma?

JOÃO: Eu poderia ir de bicicleta para o trabalho. E até para o barzinho do happy hour! Na verdade eu posso até ir andando para o trabalho, e subir de escada em vez de pegar o elevador para o 4o. andar.

PAULO: Podia mesmo. Algo mais?

JOÃO: Acho que é o suficiente, não é?

PAULO: Você gostaria de considerar mais uma opção?

JOÃO: Claro, se você tiver mais opções.

PAULO: Que tal pesinhos e um programa de ginástica para fazer em casa?

JOÃO: É, também daria para fazer.

PAULO: Então beleza, a gente tem uma lista aqui. Relembrando:

– Correr com mais frequência, ou por mais tempo, ou mais rápido
– Comer e beber menos e mais saudável
– Fazer academia
– Nadar
– Tênis
– Golfe
– Bicicleta
– Caminhada
– Subir e descer de escada
– Pesinhos e ginástica em casa

Qual ou quais dessas coisas você vai fazer?

JOÃO: Com certeza eu vou continuar correndo, pelo menos 3 vezes por semana, por 20 minutos.

PAULO: Quando você vai começar?

JOÃO: Semana que vem, a primeira corrida na 3a. feira.

PAULO: Que dias e que hora exatamente cada dia você vai correr?

JOÃO: Vai ser geralmente terça e quinta assim que eu chegar em casa, e domingo de manhã. Domingo eu vou fazer meia hora.

PAULO: E o que mais você vai fazer?

JOÃO: Eu vou cortar totalmente os salgadinhos e o chocolate.

PAULO: E a bebida?

JOÃO: Achei que eu fosse me livrar dessa pergunta tão direta! Mas sim, nada de vinho, e só um copo pequeno de cerveja por dia.

PAULO: O quão realista é isso? Você vai conseguir manter a do copinho de cerveja quando estiver com seus amigos?

JOÃO: Provavelmente não.

PAULO: Eu tenho uma sugestão.

JOÃO: Qual?

PAULO: Um litro e meio de cerveja por semana. Se você abusar um dia, então compense no dia seguinte, ou nos próximos 2 dias, para não passar dessa conta.

JOÃO: Muito bom. Muito mais fácil de fazer, e com o mesmo resultado final.

PAULO: Quando você vai começar?

JOÃO: Domingo.

PAULO: E que outro tipo de exercício?

JOÃO: Eu vou marcar umas duas aulas de tênis para ver se eu gosto e aí começar.

PAULO: Quando?

JOÃO: Eu sabia que você ia perguntar isso! Eu vou ligar para o personal hoje e ver se eu posso começar na semana que vem.

PAULO: E a aula seguinte?

JOÃO: Na semana seguinte.

PAULO: E o que mais?

JOÃO: Bom, com certeza eu não vou começar a andar de bicicleta agora no frio. Eu vou deixar essa pendente para analisar de novo dia 1o. de setembro.

PAULO: Eu vou te lembrar disso [pegando a própria agenda]. E não estou de brincadeira.

JOÃO: Talvez eu consiga me exercitar um pouco em casa, enquanto isso.

PAULO: Que tipo de exercícios, e com que frequência?

JOÃO: Você que é o rato de academia, me diz você.

PAULO: A gente pode ver isso depois, fora da sessão de coaching. Isso é tudo?

JOÃO: É, acho que é mais que o suficiente para eu atingir meu objetivo.

PAULO: Concordo, mas é realista?

JOÃO: Eu acho.

PAULO: Que tipo de obstáculos você consegue prever?

JOÃO: O natal, pra questão de manter a dieta, e o frio, para sair para correr. Isso é tudo. Ah, e minha preguiça habitual.

PAULO: Como é que você vai lidar com isso?

JOÃO: Nessa semana eu vou me permitir mais um litro de cerveja e uma porção de batatinha. E para compensar, como eu vou estar de férias na semana do natal, eu vou fazer duas corridas a mais.

PAULO: E se o calor for muito intenso, daqueles de não conseguir sair do ar condicionado, durante esses dias ou em qualquer outro dia?

JOÃO: Então eu vou substituir as corridas por natação ou tênis. E eu já sei o que você vai perguntar. 40 minutos de tênis ou 20 chegadas de piscina.

PAULO: E como vai lidar com a sua preguiça, que aliás todos nós temos?

JOÃO: Eu vou precisar de um incentivo de vez em quando.

PAULO: Justamente onde eu ia chegar. Que tipo de incentivo, e de quem?

JOÃO: Da minha mulher, sobre a comida e sobre ir correr. Eu vou falar com ela hoje à noite.

PAULO: Algum outro tipo de incentivo?

JOÃO: Seu, ia ajudar. Você me ligar a cada duas semanas, por exemplo, e como você tinha falado, me passar uns bons exercícios para fazer em casa. Mas eu não quero sair para comprar pesinho e tudo mais.

PAULO: Claro, eu te passo umas sequências que não precisem de pesinhos. Uns 10 minutos por dia já vão ser suficientes.

JOÃO: Perfeito! Eu vou fazer todas as manhãs quando eu acordar, e se eu não fizer de manhã eu ainda tenho a noite para fazer. E se eu perder um dia, faço 20 min no dia seguinte.

PAULO: E quando você vai começar?

JOÃO: Que tal amanhã de manhã?

PAULO: Você está surpreendentemente bem disposto  a começar um programa bastante ambicioso. De 1 a 10, quais são suas chances de se manter firme no programa pelos próximos 3 meses?

JOÃO: Ai, que difícil… Hm… Um 7, eu acho.

PAULO: E que parte você poderia eliminar ou reduzir para deixar essa nota mais alta?

JOÃO: Eu acho que é muita coisa, e eu estou em dúvida em relação ao tênis, porque não é uma coisa que eu vou conseguir fazer sozinho e na hora que eu quiser, e pra já. Se eu tirar o tênis da lista, eu me dou um 9.

PAULO: Ótimo. E uma última pergunta: esse plano vai de encontro ao seu objetivo?

JOÃO: Ele alterou a ênfase do objetivo, mas com certeza o superou, e eu estou muito confiante de que eu vou conseguir!

***

Nem todas as sessões de coaching são tão diretas como essa, mas é um exemplo bem típico de como conseguir tirar o máximo proveito de uma sessão e da ajuda de um coach.

O processo de coaching é focado no futuro, e o trabalho flui por um canal de positividade e atitude pró-ativa.

Os objetivos devem ser:

1) Específicos

Não dá para trabalhar em direção a algo vago. Assim como quando você pega o carro para sair de férias, não pega estrada para chegar “em algum lugar do litoral carioca”. O livro Alice no País das Maravilhas dá um excelente exemplo, quando ela pergunta ao coelho aonde tal porta leva. Ele pergunta para ela aonde ela quer ir, e ela diz que não sabe. Ele então diz: “Se você não sabe para onde vai, qualquer estrada te leva”.

A especificidade do seu objetivo te faz pegar a estrada que vai te levar até ele.

2) Mensuráveis

Para saber se você já alcançou seu objetivo, é preciso saber exatamente quais são os parâmetros. “Quero perder peso” te deixa em um eterno regime, “Quero perder 7kg” te indica um objetivo alcançado. “Preciso juntar dinheiro para fazer mochilão” vai te deixar para sempre economizando, “Preciso juntar R$ 5.000″ te mostra quando você alcançou a meta. Parece óbvio, porque é. E mesmo assim, a gente não faz.

Como você vai saber quando estiver tão auto-confiante quanto é o seu ideal de auto-confiança?

3) Realistas

“Quero ganhar o Nobel da Paz este ano” talvez não seja realista para você se tudo o que fez nesse sentido até hoje foi pensar em doar roupa encalhada no seu armário para uma ONG. Objetivos não realistas apenas te desestimulam e te fazem desistir logo ou ficar neurótico(a).

4) Positivos

Se eu te disser “Não pense em um balão vermelho”, no que é que você está pensando? O fraseamento positivo ajuda o cérebro a se focar no que você quer, não no que você não quer. Além disso, objetivos servem para melhorar nossa vida, e trabalhar rumo a algo positivo é a melhor maneira de conseguir.

5) Relevantes

Assim como a positividade, a relevância no que fazemos é essencial para caminhar rumo a melhorar nossa vida. E a nos manter motivados para seguir em frente, trabalhando duro e superando barreiras para alcançar nossos objetivos.

6) Desafiadores

O desafio nos mantém motivados, e é um grande agente transformador. Se nunca sairmos da nossa zona de conforto, vamos realmente nos sentir evoluindo?

7) Futuros (e com data estabelecida).

Sim, quem vive do passado é museu, seu time de futebol adversário (aquele que ganhou o último Mundial nos anos 90, sabe?), e aquela pessoa chata que não pára de resmungar no grupo de amigos. O passado, como é óbvio, já passou, e não há nada que possamos fazer para mudá-lo. Mas enquanto ficamos perdendo tempo remoendo sobre ele, estamos gastando energia que poderia ser usada para mudar nosso futuro. E olha só: SEMPRE dá tempo de mudar nosso futuro!

Sem uma data, seu objetivo se transforma em apenas um sonho. “Ainda quero ir fazer mochilão”. “Um dia ainda quero fazer um curso de design gráfico”. “Eu sempre penso em fazer um canal no YouTube”. “Eu adoraria ter a minha própria empresa”, sem uma data, vão continuar empoeirando na gaveta da sua mente por anos a fio. Que dia você marca para si mesmo para estar dentro do taxi indo para o aeroporto? Que dia vai lançar o 1o. protótipo? Que dia vai fazer o upload do 1o. vídeo?

E como dito antes, deve estar dentro do seu controle.

Além de objetivos finais, que nos servem de inspiração, existe outro tipo de objetivo que está fora do nosso controle, como por exemplo:

Ganhar na loteria, Que o(a) ex volte para mim, Que meu marido me ajude a lavar a louça, Que minha filha queira comprar uma casa, Que meu filho queira cursar Direito, Que meus problemas desapareçam, Que alguém me diga o que fazer da minha vida.

Ao contrário dos objetivos finais, esse tipo de objetivo é completamente contra-producente, porque além de não estar no seu controle, não contribui em nada para o progresso da sua própria vida e para a resolução da real questão que pode estar por trás.

Se você tem objetivos finais empolgantes, sonha grande, se sente bloqueada (o), acha que está na hora de retormar as rédeas da sua vida,  e considera que chegaria mais rápido ao seu ponto B com ajuda do que sozinho, invista já no trabalho de um coach!

(Este texto contém material adaptado e traduzido do livro Coaching for Performance, de John Witmore)

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Mais sobre coisas que podem te limitar na sua busca de ser Free2Exist

Domando o Mamute – Por que você deve parar de ligar para o que os outros pensam.

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